Pivôs com inteligência artificial reduzem em 22% o consumo de água em fazendas de São Desidério
Piloto em 18 pivôs centrais economizou 2,57 milhões de metros cúbicos em um ciclo sem perda de produtividade na safrinha de milho.
Um programa piloto conduzido em 18 pivôs centrais de São Desidério reduziu em 22% o consumo de água por hectare ao substituir o calendário fixo de irrigação por decisão automatizada. A economia no ciclo foi de 2,57 milhões de metros cúbicos em 2.160 hectares.
O sistema combina sensores de umidade instalados a 30, 60 e 90 centímetros de profundidade com imagens térmicas de satélite recebidas a cada cinco dias. Um modelo treinado com três safras locais decide quando e quanto cada setor do pivô recebe, em vez de aplicar lâmina igual em toda a área.
O consumo médio caiu de 5.400 para 4.212 metros cúbicos por hectare por ciclo. A produtividade da safrinha de milho ficou em 7.320 quilos por hectare, praticamente a mesma dos 7.280 quilos medidos nas áreas de controle.
Quanto custa instalar
O investimento foi de R$ 1,4 milhão, ou R$ 648 por hectare, somando sensores, telemetria e licença do software. A economia de energia elétrica com bombeamento, de R$ 312 por hectare por ciclo, paga o equipamento em pouco mais de duas safras.
| Produto | Valor | Dia |
|---|---|---|
| Soja futura (CBOT)bushel | US$ 10,24 | alta +0,65% |
| Milho (Campinas)saca de 60 kg | R$ 68,90 | baixa −0,3% |
| Algodão em plumaarroba | R$ 142,20 | alta +1,1% |
Fonte: CBOT / CEPEA
O ganho não veio de irrigar menos. Veio de parar de irrigar onde o solo já tinha água, o que a planilha de calendário nunca enxergou.
A segunda fase prevê ampliar o piloto para 60 pivôs em São Desidério, Correntina e Formosa do Rio Preto a partir do plantio de novembro, com meta de 7.200 hectares monitorados.
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